Federação de Futebol sem dinheiro para participar no CAN

A FAF precisa entre 1,6 a 1,8 milhões de euros para o CAN2019 e Campeonato do Mundo de Sub-17.

A seleção angolana de futebol está sem verbas para participar no CAN2019 que inicia no próximo dia 21 no Egipto, estando dependente do Orçamento Geral do Estado de Angola, ainda sem data para a sua alocação.

Segundo o presidente da Federação Angolana da modalidade, Artur de Almeida e Silva, que falava este sábado à Rádio 5, em Luanda, o combinado angolano estagia em Portugal com dinheiro emprestado, dada a necessidade de uma preparação condigna.

Explicou que os patrocinadores da FAF (citou a UNITEL) comunicaram a sua desistência pelo que o recurso tem sido o empréstimo, anunciando a necessidade de 600/700 milhões de kwanzas (entre 1,6 a 1,8 milhões de euros) para o CAN2019 e Campeonato do Mundo de Sub-17, em outubro próximo, no Brasil.

Artur de Almeida acha que se devia fazer um esforço para proporcionar ao conjunto maior conforto, tratando-se de algo anormal as dificuldades existentes, por o orçamento da instituição ter sido entregue ao ministério de tutela em tempo útil.

No mesmo momento, a Ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula do Sacramento Neto, afirmou que o normal seria a Federação explicar porquê fez deslocar a selecção para Portugal sem estarem oficialmente criadas todas as condições financeiras.

Recordou que o país está em dificuldade económica pelo que as federações têm sido esclarecidas sobre a não execução, ainda, do Orçamento Geral do Estado para 2019, aconselhando-se o recurso à patrocinadores até que a situação se regularize.

Reconheceu o valor social do futebol, mas argumentou que o país tem, também, prioridades no domínio da saúde, da educação, além de casos muito urgentes como o da seca na província do Cunene.

“A programação está feita. O CAN é importante e vamos aguardar mais um pouco porque temos de estar lá (no Egipto) dia 21 para competirmos”, disse a antiga andebolista da selecção nacional.

Na prova continental, Angola está enquadrada no grupo E juntamente com a Tunísia, Mauritânia e Mali.

Esta série joga na cidade de Suez e em um estádio multiusos com o mesmo nome, construído em 1990, com capacidade para 27 mil espectadores.

Fonte: Sapo

Deixe uma resposta